| Meu nome completo é André
Queiroz da Silva. Tenho 20 anos, sou universitário e moro em Nova Iguaçu. Mas... o objetivo dessa página é contar a minha simples e breve história de cristão. Lá em casa somos cinco ao todo, sou o primogênito e minhas duas irmãs são a Fernanda e a Daniele, e todos nós (graças a Deus!) somos evangélicos. Aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador durante um período não muito agradável das nossas vidas, mas como é nos momentos de fraqueza que o homem busca a Deus (Dt 4.30), um momento muito propício para a salvação das nossas almas. Parte 1 - A BOMBA! Tudo começou no dia 10 de Fevereiro de 1997. Minha irmã mais nova, a Daniele, começou a sentir uma leve dor no pulmão, meu pai (o seu José) e minha mãe (a dona Eliete) foram correndo levá-la a um Centro Médico. Resultado: BOMBA! Ela teria de fazer uma - não pronuncie essa palavra para os meus pais - operação, no pulmão! Voando, levaram-na para o Hospital Beneficência Portuguesa, na Glória, aonde ela ficou - coitadinha - internada (ou enclausurada) num quarto do hospital. Ela estava com pneumotórax espontâneo, uma enfermidade muito rara, que provoca uma dor profunda no pulmão (Nota: graças a benignidade de Deus, a tal dor não ocorreu, nem por um momento). Meu pai estava de férias e isso foi ótimo (por isso eu digo: "Deus escreve certo por linhas RETAS" - Pv 3.6), pois nós moramos em Nova Iguaçu, que fica bem longe da Glória e era necessário fazer viagens (literalmente) de lá pra cá e de cá pra lá... Além de cansativo era muito triste para meu pai ter que deixar a sua esposa e sua "pequena" filhinha de 14 anos no bendito hospital. Pra mim e a Fernanda a situação não era melhor, ficamos de uma vez só sem a minha mãe e nossa querida irmã. No início ela mesma preparava a comida, porém ela voltou a estudar e tínhamos de comer uma comida horrível, primeiramente, feita por uma empregada "interina" e depois por meu pai, esta para minha surpresa foi um pouco melhor. O engraçado é que a comida do hospital era tão "suculenta" que ele trazia de casa para o hospital, todos os dias, sua gororoba. Minha mãe e a Daniele preferiam a comida do Zé... Parte 2 - O Senhor Jesus e sua providência Enquanto isso, lá no hospital, estavam as duas sozinhas, isto é, julgava, pois o manto de Deus cobria aquele bendito quarto de hospital. E a obra do Espírito começava a se realizar: Minha mãe, uma crente morna, pregava o Evangelho para sua filha com fé de crente "fanática" (ela não gostava de "fénatismo" - diga-se, o sadio). Contra todas as expectativas elas iam muito bem, obrigado, e cada vez mais firmes e não paravam de falar do Jesus, o que cura. Aliás, este é o verdadeiro. Muitos pregam, por aí, outro Jesus (2 Co 11.4), mas o Jesus que elas encontraram é aquele que o mundo odeia (Jo 15.18) - o da Bíblia.
Parte 3 - Aqueles crentes... e suas orações de poder Certo, num sábado (15/2) elas receberam a visita do meu tio Sivirino, sua esposa e filho, e também de um pastor e sua esposa. Eles vieram com o intuito de orar pela Daniele e, crentes como são, de que o Senhor a curasse. Fizeram uma oração rápida e depois de conversarem um pouco, fizeram o tão esperado apelo. E elas aceitaram a Jesus ali mesmo (minha mãe, no caso, "voltou"). Era o começo. Todos agradecidos, então, oraram mais uma vez. Deus operou, revelando a sua palavra através de seus servos, seguia-se o Evangelho completo, pois a esposa do pastor, movida pelo Espírito Santo de Deus, mostrou as astutas ciladas do diabo na vida da nossa família e afirmou ver um anjo tirar o ar do pulmão da Daniele. Ela estava curada, esta foi a palavra de Deus para nós naquela tarde. A seguir, terminada a visita, minha mãe ligou para meu pai e lhe declarou: "Sua filha está curada!" Foi demais para ele, correram-lhe lágrimas e chorando teve fé nessas palavras. Pensei comigo: "Até o Zé..." Logo após veio a "intimação": "Vocês têm que aceitar a Jesus!", dizia ela. Pensei: "Ué? Até parece que já não o aceitei." Mas ela insistiu, mostrando-me que aceitar a Jesus era o ato de fé salvífica (Rm 10.9,10) que te leva ao perdão dos pecados e ao nascimento espiritual. Dia 16/2, domingo, o dia do Senhor, dia especial para todo crente, o dia em que passamos a fazer parte da Igreja Viva de Jesus Cristo (calma, não é mais uma denominação, é exatamente o que você leu). Afinal, já tínhamos aceitado a Jesus como Salvador de nossas almas, mas como diz o evangelista da congregação que freqüento: "Ser crente é fácil, difícil é ser fiel". A partir daqui, Jesus se tornou também o Senhor de nossas vidas. Mas a história do hospital não acabou aí não. Minha irmã teve que se submeter a uma delicada cirurgia (dia 26) para retirar o resto de ar que ainda havia no pulmão. Não cedemos oportunidade ao diabo (Ef 4.27), questionando a cura. Sabíamos que para Deus ela estava curada, era uma cura progressiva - e agora compreendo, moldada ao avançar da nossa fé (Mc 4.26-29). E a mão poderosa de Deus continuava operando e tudo deu certo. Passados 13 dias ela teve alta. Parte 4 - O início da peregrinação A partir daí, passamos a freqüentar a igreja em que nos salvamos (menos meu pai). Porém tivemos problemas de adaptação e eu como se procurando uma outra igreja fui (dia 1/6) a convite do meu tio Manuel (casado com minha tia Eleine), diácono da igreja, a uma aula da Escola Dominical e o Senhor falou no meu coração que essa era a igreja certa (coincidência ou não, foi nessa mesma igreja, há alguns anos, que minha mãe aceitara o Senhor). No domingo seguinte (dia 8) eu, minha mãe e minhas irmãs assumimos o compromisso de congregar na igreja. Fui batizado no Espírito Santo no dia 10/8, mas nem tudo foi um mar de rosas. Meu pai não compreendia bem a vontade de Deus e não participava de nada. Até que num culto maravilhoso (domingo, 24), transbordante do poder de Deus (inclusive a Fernanda foi batizada no Espírito Santo), ele entendeu que estava nos perdendo para o Senhor. Íamos nos batizar nas águas e ele estava de fora. Mas dou graças a meu Deus, pois hoje ele faz parte da maravilhosa família de Cristo (At 16.31). Finalmente, passamos, todos, nas águas batismais no dia 30. E estamos nessa fé até o dia de hoje. Amém.
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